Quando o medo faz parte da rotina: até quando as mulheres viverão sob ameaça?

Mais de 1,2 milhão de mulheres foram vítimas de violência entre 2010 e 2017  | Sindicato dos Bancários

A violência contra a mulher continua deixando marcas profundas em nossa sociedade. Infelizmente, nos últimos dias, Varginha voltou a ser palco de episódios que chocaram toda a população e reacenderam um debate urgente: o que ainda falta para que as mulheres possam viver com segurança?

A morte da jovem Joice Batiston, de apenas 27 anos, com investigação em andamento pela Polícia Civil, abalou familiares, amigos e toda a comunidade. O caso gerou grande comoção e reforçou a necessidade de respostas rápidas e de justiça.
Pouco depois, outro episódio revoltou a população. Inconformado com o fim do relacionamento, um homem teria atacado o carro da Ex-companheira, que trabalha como motorista por aplicativo, danificando o veículo e, posteriormente, incendiando-o. Mais um caso que evidencia como muitas mulheres continuam sendo perseguidas, ameaçadas e vítimas da violência simplesmente por exercerem o direito de dizer “não” ou de encerrar um relacionamento.

Esses fatos nos levam a uma pergunta que precisa ecoar em toda a sociedade: até quando?
A violência contra a mulher não começa apenas com agressões físicas. Ela nasce no controle, no ciúme excessivo, nas ameaças, na perseguição, nas humilhações e na tentativa de retirar da mulher sua liberdade. Quando esses sinais são ignorados, as consequências podem ser devastadoras.

Combater essa realidade é responsabilidade de todos. É preciso educar nossos filhos para o respeito, fortalecer as políticas públicas de proteção, denunciar qualquer forma de violência, acolher as vítimas e não normalizar comportamentos abusivos.
Nenhuma mulher deveria sentir medo ao sair para trabalhar, voltar para casa ou simplesmente decidir seguir sua própria vida.

Que a dor das famílias atingidas desperte em cada um de nós um compromisso coletivo com a vida, o respeito e a justiça. Que não esperemos pela próxima tragédia para agir.

O silêncio protege o agressor. A informação, a denúncia e a união salvam vidas.

Grupo Bem Viver Mulher – Porque defender a vida, a dignidade e os direitos das mulheres é um compromisso de toda a sociedade.

Diga NÃO à violência contra a mulher! 💜 Neste mês, reforçamos nosso  compromisso em promover respeito, segurança e proteção para todas as  mulheres. Violência contra a mulher não tem lugar em nossa